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Técnicas de bioacústica caracterizam rapidamente ambientes ecológicos

  • Foto do escritor: AGCV
    AGCV
  • 23 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Trabalho desenvolvido no Peld AGCV indica que o som produzido por animais ajuda a entender as condições de conservação de uma região


Sonograma (representação gráfica do som no tempo e na frequência) com algumas aves típicas do Cerrado. Cada espécie usa uma faixa diferente.
Sonograma (representação gráfica do som no tempo e na frequência) com algumas aves típicas do Cerrado. Cada espécie usa uma faixa diferente.

Publicado em setembro de 2023 na Austral Ecology, o estudo dos pesquisadores Ângela Dutra Araújo e Ricardo B. Machado trabalhou com comunidades acústicas, partindo da hipótese de que quanto menor a poluição sonora, maior a diversidade acústica. Foi encontrado, com base nas regiões estudadas no sítio AGCV, em Brasília, que  a diversidade acústica segue o gradiente ambiental, ou seja, áreas naturais têm maior variante acústica, depois áreas rurais, áreas urbanas de baixa densidade (áreas residenciais, por exemplo) e áreas urbanas de alta densidade (o centro de cidades). 


O Peld AGCV – Cerrados do Planalto Central realiza estudos ecológicos de média e longa duração nas áreas de preservação das bacias Gama e Cabeça de Veado, com foco em conservação e problemas relacionados ao uso da biodiversidade e recursos naturais.


As comunidades acústicas são chamadas assim por definirem um conjunto de manifestações sonoras que existem em um determinado local, sendo que a diversidade de sons em uma área reflete a diversidade de espécies presentes nela. Os sons que os animais produzem são muito importantes para entendermos muitas coisas não só sobre eles, mas sobre o ambiente em que vivem. Os resultados do trabalho indicam a validade de se usar técnicas de bioacústica para fazer rápidas caracterizações dos ambientes e, a partir disso, tomar decisões sobre onde ocupar, onde restaurar e onde preservar. A ferramenta utilizada para a captação do registro acústico foi um gravador programável Audimoth. 


Ângela Dutra instalando gravador programável para o registro acústico
Ângela Dutra instalando gravador programável para o registro acústico

Os pesquisadores também abordaram que diferentes espécies usam espaços acústicos distintos para se comunicarem. Ou seja, elas se manifestam acusticamente em frequências do espectro sonoro onde há pouca interferência de outros animais, fazendo com que a comunicação entre membros de uma mesma espécie seja mais clara, princípio conhecido como “nicho acústico”. 


Peldcom Coordenação: Alessandra Brandão

Texto: Júlia Magalhães – Graduanda

Edição: Peldcom

Fotos: Arquivo Peld AGCV


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Image by THLT LCX

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