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Ciência Cidadã

  • Foto do escritor: ILOC
    ILOC
  • 10 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 28 de abr.

Parceria entre PELD ILOC e a “Expedição Darwin 200” forma novos líderes conservacionistas em Fernando de Noronha


Equipe do Peld ILOC trabalhou na capacitação de moradores para ampliar a conservação ambiental
Equipe do Peld ILOC trabalhou na capacitação de moradores para ampliar a conservação ambiental

Entre os dias 02 e 08 de outubro, o Projeto Ecológico de Longa Duração “Ilhas Oceânicas” – o PELD ILOC, financiado pelo CNPq, foi um dos colaboradores do “Darwin 200” no Brasil, auxiliando tanto na pesquisa realizada em Fernando de Noronha, como na seleção dos voluntários da comunidade para interação com os “Darwin Leaders”.

 

O navio com a expedição “Darwin 200” saiu da Inglaterra com jovens ambientalistas (Darwin Leaders), refazendo a emblemática rota de Charles Darwin pelo mundo – o nome da expedição referencia tanto o aniversário do cientista,  como a proximidade do bicentenário da sua teoria No entanto, nesta viagem específica, a missão é formar 200 líderes conservacionistas pelo mundo.   


A expedição saiu de Plymouth, na Inglaterra,  em 15 de agosto, passou por Tenerife, nas Ilhas Canárias, Cabo Verde, onde incorporou novos tripulantes, e chegou em Noronha.  Equipes de profissionais em audiovisual estão coletando dados para registrar em documentário, com intuito de alertar o mundo sobre os desafios ambientais, mostrando dados históricos desde a viagem de Charles Darwin.


Na ilha de Fernando de Noronha, uma das paradas importantes de Darwin no Brasil, pesquisadores do ILOC foram colaboradores das ações. Segundo Marina Sissini, pesquisadora do ILOC, eles foram convidados para auxiliar no monitoramento da saúde dos corais e  rodolitos – águas calcárias que agregam uma ampla biodiversidade. 


Como uma das intenções da expedição é a chamada de líderes conservacionistas pelo mundo, a pesquisadora acionou o projeto “Onda Iloc” – um “braço” do PELD-ILOC que trabalha com ciência cidadã nas ilhas oceânicas brasileiras, para formar líderes locais. 


A chamada selecionou três moradores de Noronha: Mickael Pontes (31), cientista ambiental; Ikaro Silvester (21), atua no centro de visitantes, e Renata Zanon, gerente de bar. Os perfis dos voluntários mostram, segundo os pesquisadores, a importância dos diversos olhares da comunidade para auxiliar com o trabalho da ciência. 


Durante toda a semana, os voluntários realizaram mergulhos de exploração, assim como discussões sobre a saúde ambiental da ilha com os pesquisadores ILOC e com os Darwin Leaders. As atividades estão sendo documentadas e serão amplamente disponibilizadas pela expedição Darwin 200.



O brasileiro Daniel Venturine (na foto, com equipamento nas mãos), biólogo e cinegrafista, teve a oportunidade de participar do projeto e foi alocado em Noronha, responsável pelo registro de corais: “Estaremos dando voz aos bancos de rodolitos, que são algas calcárias vivas. Os bancos do Brasil são famosos porque são um dos maiores do mundo. Estou bem feliz por poder tentar criar algo legal para sensibilizar as pessoas quanto a importância deles”, ressaltou Venturine.


A tripulação fará paradas em Salvador, Rio de Janeiro e seguirá para o Uruguai, Argentina, Chile, contornará o continente e rumará até as Ilhas Galápagos, no Equador. Depois vai atravessar o Pacífico em direção à Oceania e retornará para a Inglaterra pelo Pacífico Sul, passando pela África do Sul. O tempo de expedição está calculado em dois anos, previsto para chegar em Flamouth, na Inglaterra, em 20 de julho de 2025.



Peldcom – Projeto de Comunicação do PELD

Coordenação: Alessandra Brandão

Texto: Alessandra Brandão

Fotos: PELD ILOC


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Image by THLT LCX

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