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PELD PSAM traduz trabalhos científicos para línguas indígenas

  • Foto do escritor: PSAM
    PSAM
  • 5 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de abr.

Iniciativa busca suprir lacuna de materiais didáticos das regiões de Humaitá e Manicoré no Amazonas


Banner produzido pela equipe do PELD PSAM
Banner produzido pela equipe do PELD PSAM

A participação e a inclusão dos cidadãos no processo de pesquisa é uma das missões do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD/CNPq). Em se tratando de povos originários, existe uma relação ainda mais próxima entre o trabalho dos cientistas e o cuidado com a natureza realizado por essas comunidades. É a partir dessa realidade que nasce a iniciativa do PELD Sudoeste do Amazonas (PSAM) na tradução de materiais sobre a biodiversidade local para línguas indígenas. Até o momento, já foram publicados 5 livros e produzidos 2 banners, que foram apresentados em escolas indígenas da região. 


Esse resultado de sucesso só foi possível graças à colaboração de indígenas bilíngues e de 15 cientistas de quatro instituições diferentes. Os livros exploram temas específicos da fauna amazônica e foram  traduzidos para as línguas Tupi-Kagwahiva, abordando temas como peixes, cobras e sapos, e para a língua Mura-Pirahã, destacando sapos e cobras. Ambas são línguas faladas no Sul do Amazonas. Já os banners têm versões na língua Tenharim. 


“A tradução destes livros para as línguas indígenas busca preencher um espaço ainda não trabalhado nas escolas ao ensinar sobre a biodiversidade amazônica em línguas indígenas”, explica Patrícia Gomes, do PSAM. Em regiões como Humaitá e Manicoré, próximas dos sítios de pesquisa PELD, os materiais distribuídos pelas secretarias de educação municipal não abordam completamente a biodiversidade amazônica e não são inclusivos quanto às vivências das crianças indígenas. 


Disponibilizar esses livros e banners traduzidos para línguas indígenas é um passo importante para promover a educação ambiental e preservar as línguas e culturas tradicionais. Ao aprender sobre a biodiversidade amazônica em suas próprias línguas, as comunidades indígenas podem se identificar melhor e se envolver mais efetivamente no conhecimento científico teórico. 


Confira todas as publicações do PSAM aqui.




Matéria produzida pelo Projeto PELDCOM


Coordenação Geral: Alessandra Brandão

Coordenação Executiva: Carol Salgado

Texto: Júlia Magalhães – Graduanda

Edição: Márcia Dementshuk

Fotos: PELD PSAM

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Image by THLT LCX

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